Permissões e grupos#
Permissão decide o que cada pessoa vê e faz. A tela mostra os recursos do sistema e, dentro de cada um, os níveis de acesso — e há uma regra que confunde quem mexe pela primeira vez: marcar um nível traz outros junto.
A escada de níveis#
Dentro de cada recurso, os níveis sobem nesta ordem:
| Nível | O que permite |
|---|---|
lookup | Consultar a existência do item, para preencher um seletor |
read | Ver o conteúdo |
write | Criar e alterar |
admin | Tudo, inclusive excluir |
Além da escada, há ações avulsas — espionar, sussurrar, travar bot — que não fazem parte da sequência e ficam listadas depois.
O que vem junto sem você marcar#
Marcar um nível concede automaticamente os que estão abaixo dele, e às vezes concede níveis de outro recurso — porque a tela não teria como funcionar sem isso.
Um exemplo real: quem recebe leitura da base de conhecimento recebe junto a consulta de agentes. Sem isso, a tela de conhecimento abriria e não deixaria criar nada, porque o seletor de agente no topo ficaria vazio.
A tela mostra, marcado e travado, o que veio junto por implicação. Confira essa marcação antes de salvar: é ali que se descobre que uma permissão inocente trouxe outra que você não pretendia dar.
Use grupos, não permissões avulsas#
Grupo é um conjunto de permissões com nome. A vantagem aparece no terceiro mês:
- Consistência. Dez atendentes com o mesmo grupo têm exatamente o mesmo acesso. Dez atendentes configurados um a um têm dez acessos ligeiramente diferentes.
- Manutenção. Uma permissão nova entra no grupo e chega a todos de uma vez.
- Auditoria. "Quem pode apagar atendimento?" é uma pergunta respondível quando há grupos, e um levantamento quando não há.
Comece com três: atendente, supervisor e administrador. Crie um quarto só quando existir uma função que nenhum dos três descreve.
Dê o mínimo, e suba quando faltar#
O caminho fácil é dar admin em tudo para a pessoa parar de reclamar que não consegue. O custo disso aparece em dois lugares: no dia em que alguém apaga o que não devia, e no dia em que você precisa explicar quem tinha acesso a quê.
O caminho certo é conceder o mínimo e subir quando faltar. Falta de permissão é visível e se resolve em um minuto; excesso é invisível até o incidente.
As permissões que merecem atenção especial#
| Permissão | Por quê |
|---|---|
| Excluir atendimento | Apaga histórico, que é prova |
| Espionar e sussurrar | Acesso a conversa alheia em tempo real |
| Encerrar sessões | Desloga outras pessoas |
| Envio de boletos | Manda mensagem para toda a base |
| Recursos de ação do ERP | Libera, desconecta e altera cadastro de cliente |
| Backup | Baixa uma cópia de tudo |
As duas últimas linhas são as que mais escapam. Veja Como funciona uma integração de ERP e Backup automático.
Como fazer#
- Vá em Configurações → Permissões.
- Crie o grupo.
- Marque os níveis por recurso, e leia o que ficou marcado por implicação.
- Salve e associe os usuários.
- Entre com um usuário daquele grupo e confira o que ele vê.
O passo 5 é o único jeito honesto de verificar. A tela de permissões mostra a intenção; a sessão real mostra o efeito.
Se algo der errado#
A pessoa não vê uma tela. Falta o nível read daquele recurso, ou o lookup de um recurso que a tela usa para preencher um seletor.
A tela abre, aceita o preenchimento e falha ao salvar. Falta write onde há read.
Ela vê mais do que deveria. Confira as implicações do que foi marcado.
Você mudou o grupo e a pessoa não sentiu diferença. Pode ser preciso encerrar a sessão dela para o novo acesso valer.