Como funciona uma integração de ERP#
Sem integração, o Doot é um sistema de conversas. Com ela, o atendente e o fluxo passam a ver quem é o cliente, o que ele contratou, o que ele deve — e, em alguns ERPs, a agir sobre a conexão dele.
O modelo#
Cada ERP é um plugin com uma lista de recursos. Recurso é uma ação nomeada — "Buscar Cliente no ERP", "2ª Via de Boleto", "Ver Potência ONU" — com as entradas que ela pede e o que ela devolve.
Quem usa esses recursos:
- Os fluxos, num passo de integração — veja Consultar o ERP dentro do fluxo.
- Os agentes de IA, quando você libera o recurso como ferramenta.
- As macros, na ação de consultar o ERP.
- O envio de boletos, que usa a consulta de faturas.
Como fazer#
- Vá em Configurações → Integrações.
- Escolha o ERP.
- Preencha o endereço da API e as credenciais que aquele plugin pede.
- Teste a conexão antes de qualquer outra coisa.
- Confira a lista de recursos disponíveis.
- Só então monte os fluxos que dependem dela.
A credencial é uma decisão de segurança#
Este é o ponto que costuma ser tratado como detalhe de preenchimento, e não é.
A credencial que você informa define tudo que o Doot pode fazer no seu ERP. Se ela for a de um usuário administrador, o Doot poderá o que aquele administrador pode — inclusive o que nenhum fluxo seu pretende fazer.
Crie um usuário próprio para a integração, com permissão só para os recursos que você vai usar. Isso limita o estrago em três cenários que não são hipotéticos: um fluxo mal desenhado, um agente de IA com ferramenta liberada demais, e o vazamento da própria credencial.
A credencial fica guardada cifrada, e não deve ser trafegada em conversa nem colada em captura de tela.
Tempo limite e o que acontece quando o ERP demora#
As chamadas têm tempo limite. Quando o ERP não responde a tempo, o recurso falha — e o que o cliente vê depende inteiramente de você ter previsto isso no fluxo.
Um ERP lento não é um caso raro: ele fica lento justamente no fim do mês, quando todo mundo pede segunda via. Trate a falha de consulta como um caminho de primeira classe no seu desenho, não como exceção.
Distinga "não encontrei" de "falhou"#
São coisas diferentes com consequências diferentes:
| Resultado | Significa | O que fazer |
|---|---|---|
| Encontrou | O cliente existe e os dados vieram | Seguir |
| Não encontrou | O documento não corresponde a nenhum cadastro | Pedir de novo, uma vez |
| Falhou | O ERP não respondeu, ou recusou a credencial | Ir para humano — perguntar de novo não resolve |
Confundir os dois é o que faz o cliente digitar o CPF três vezes num dia em que o ERP está fora do ar.
Cuidado com recursos que agem, não só consultam#
Alguns ERPs oferecem recursos que mudam o estado do cliente: liberar temporariamente, desbloquear por confiança, desconectar, limpar MAC, reiniciar ONU, cadastrar cliente.
Esses recursos são úteis e são perigosos na mesma medida. Um agente de IA com "Desconectar Cliente" liberado como ferramenta pode derrubar a conexão de quem só queria tirar uma dúvida. Um fluxo com "Liberar Temporariamente" sem autenticação libera a internet de quem estiver com o telefone na mão.
Libere ação, e não só consulta, depois de autenticar o cliente — veja Autenticação do cliente — e nunca como ferramenta livre de um agente sem limites escritos.
Se algo der errado#
O teste de conexão falha. Confira, nesta ordem: o endereço da API (com ou sem barra no fim), a credencial, e se o servidor do Doot alcança o ERP pela rede. ERP que só aceita conexão de IP conhecido precisa liberar o IP do Doot.
Conecta, mas nenhum recurso aparece. A credencial pode não ter permissão para o que o plugin consulta.
Funciona no teste e falha em produção. Ambientes diferentes, credenciais diferentes, ou limite de requisições por minuto no ERP.
O recurso devolve vazio para um cliente que existe. Formato do documento. Alguns ERPs esperam só números, outros com pontuação.
A consulta ficou lenta no fim do mês. É o pico do ERP. Reveja se os fluxos consultam mais do que precisam — uma consulta por atendimento, não uma por passo.