Pular para o conteúdo
DootCentral de Ajuda Suporte
Índice

Autenticação do cliente#

Um fluxo que consulta o ERP precisa saber com quem está falando. E a resposta que parece óbvia — "o número do WhatsApp já diz" — é falsa o suficiente para virar incidente.

Por que o número não é suficiente#

  • Números são recuperados. Uma linha cancelada volta ao mercado e é atribuída a outra pessoa.
  • Celulares são emprestados, perdidos e roubados.
  • O cadastro envelhece. O cliente trocou de número e não avisou; o número antigo é de outra pessoa hoje.
  • Vários clientes no mesmo número. Comércio, família, síndico.

Nenhuma dessas situações é rara, e em todas o fluxo entregaria endereço, valor de fatura e dados de contrato a quem não é o titular.

O princípio: peça, não exiba#

A regra que resolve a maior parte dos casos:

ErradoCerto
"Seu CPF é 123.456.789-00, confirma?""Digite seu CPF"
"Seu endereço é Rua X, 100. Está certo?""Digite o CEP da instalação"
"Sua fatura é de R$ 129,90, quer a segunda via?""Confirme o valor da última fatura"

A coluna da esquerda entrega o dado antes de saber quem está do outro lado. A da direita pede o dado, e quem não o tem não passa.

Um desenho de autenticação que funciona#

  1. Peça o documento (CPF ou CNPJ) num passo de pergunta.
  2. Consulte o ERP por esse documento.
  3. Peça um segundo fator que só o titular saberia: data de nascimento, valor da última fatura, os quatro últimos dígitos do documento de quem assinou o contrato, ou o CEP da instalação.
  4. Compare com o que veio do ERP, numa condicional.
  5. Só depois disso, libere os dados.

O segundo fator é o que separa autenticação de "digitar um número que está numa conta de luz". Escolha um dado que não esteja impresso no boleto — porque o boleto circula.

Quantas tentativas#

Duas, no máximo três. Depois disso, transfira para atendimento humano em vez de deixar o cliente tentando.

Tentativa infinita é vantagem para quem está adivinhando, e é frustração para quem só errou a digitação. O humano resolve os dois casos melhor.

O que nunca pedir num fluxo#

  • Senha de qualquer sistema — inclusive a do portal do cliente.
  • Dados de cartão completos.
  • Código de verificação recebido por SMS. Este é o golpe mais comum do país: o golpista liga se passando pela empresa e pede o código que acabou de chegar.

Deixe isso escrito nos limites dos agentes também — veja Agentes.

Reaproveite a autenticação#

Coloque a sequência de autenticação num subfluxo e chame-o dos fluxos que precisam dela. Copiar o desenho em cinco fluxos garante que, no dia em que a regra mudar, três deles vão continuar com a regra antiga.

Se algo der errado#

Clientes legítimos não conseguem passar. O segundo fator escolhido é difícil de lembrar, ou o dado no ERP está desatualizado. Data de nascimento costuma falhar menos que valor de fatura.

A consulta não encontra o cliente com o documento certo. Confira o formato esperado pelo ERP — com ou sem pontuação.

O cliente é titular mas o contrato está no nome do cônjuge. Caso legítimo e comum. Preveja a transferência para humano, com uma mensagem que não acuse ninguém.

Alguém conseguiu dados de outro cliente. Trate como incidente: veja o que o fluxo exibia antes da autenticação e corrija primeiro isso. Depois, reveja o registro daquele atendimento — veja Auditoria de acessos.

Relacionado